Notícias da Semana destaca a padroeira da Província Nossa Senhora Conquistadora

Santa Maria, RS, 16 de novembro de 2018.

Saudações…

“Nossa Senhora Conquistadora”

A festa é celebrada no dia 15 de novembro. O Padre Jesuíta Roque González sempre carregava consigo uma imagem de Nossa Senhora Imaculada Conceição. Ela foi a companheira inseparável.

Ele, junto com os PP. Affonso Rodríguez e João del Castillo, foram missionários jesuítas que anunciaram o Evangelho aos índios no atual Rio Grande do Sul, região inicialmente chamada Tupanciretã, que significa “Terra da Mãe de Deus”. A imagem da Imaculada Conceição que acompanhava os missionários passou a chamar-se de “Conquistadora” pelo seguinte fato: no início de 1614, Pe. Diego Torres visitou a célebre e próspera Redução de Santo Inácio Guassu (Argentina). Este trazia consigo um quadro da Mãe de Deus, pintado, em 1613, pelo Irmão Jesuíta Bernardo Rodríguez, contemporâneo do Pe. Roque González. A imagem foi recepcionada solenemente, com músicas, danças e orações. Na entrega da imagem, o Provincial Torres disse aos índios que colocassem nela toda confiança; que grandes benefícios haveriam de alcançar de Deus, pela intercessão de Maria. Na ocasião, estavam também dois caciques de outras aldeias, ainda contrários à fé católica. Pe. Diego os convidou à conversão, mas recusaram. Os índios já cristãos recomendaram o caso a Nossa Senhora e, dia após, ambos apareceram, trazendo consigo um terceiro cacique. Além desse fato, contam que o Pe. Roque González, quando ia em missão, carregava consigo o quadro de Nossa Senhora e dizia: “Ela é a nossa Conquistadora! Ela nos ajudará a evangelizar e a conquistar os índios!”. E assim, ela passou a ser chamada e invocada por todos como Nossa Senhora Conquistadora.

Aos 15 de novembro de 1628, Pe. Roque González e Pe. Affonso Rodríguez foram mortos por outros índios, que não aderiram à fé católica. Após o martírio dos missionários, a estampa da Conquistadora foi rasgada e lançada às chamas. Isso ocorreu em Caaró, município de Caibaté/RS. Dia 17, foi morto também Pe. João del Castillo.

Ela se tornou padroeira da nossa Região e Província.

Em 30 de janeiro de 1929, quando o Distrito Brasileiro foi elevado a categoria de Região passou a chamar-se de Região Nossa Senhora Conquistadora. Não há dúvida de que o Pe. Frederico Schwinn, nascido na Baviera/Alemanha e missionário palotino no Brasil foi o grande e notável devoto dos mártires riograndenses. Tanto que costumava acrescentar em seu sobrenome o “González”. Isto revela a admiração, a veneração e o amor pelo mártir Roque González. O Pe. Schwinn escreveu na Revista Rainha de fevereiro de 1930, o seguinte: “A todos os trabalhos apostólicos do P. Roque González precedia o painel da Virgem, que ele venerava sob a invocação de Nossa Senhora Conquistadora. Maria é conquistadora na sua Imaculada Conceição, conquistadora pela sua maternidade, conquistadora com o Filho supliciado no Gólgota, conquistadora na fundação da Igreja de Deus, no dia de Pentecostes, conquistadora por ser Mãe da Nova Aliança, conquistadora nos quinze mistérios do Rosário, conquistadora por ser a ‘Medianeira de todas as graças’, conquistadora em seus santuários, igrejas e altares, conquistadora de todos os que se salvam.”

NOTÍCIAS

Nossos Doentes

Pe. Vitor Pasa: continua internado no Hospital de Caridade, em Santa Maria/RS devido às cirurgias realizadas no dia 10 de novembro. Pe. Casimiro Facco: hoje foi internado no Hospital de Caridade para continuar o tratamento nos pulmões. Rezemos pelo restabelecimento da saúde destes nossos confrades.

Museu Vicente Pallotti

Onde nasceria Jesus, hoje? Na tradição cristã é costume montar presépios durante o período do Advento. Ou seja, nas quarto semanas que antecedem o Natal, sinalizando a espera do nascimento de Jesus Cristo.

Segundo, consta na literatura oficial, o primeiro presépio nataliano da história, teria sido idealizado por São Francisco de Assis na cidade de Greccio na Itália em 1223.

Francisco propôs criar um cenário, na floresta de Greccio, dedicado à representação do nascimento de Jesus. Projetou uma manjedoura sob uma rocha,  ao seu lado colocou um boi e um burro, e assim por meio da simbologia retratou a natividade. Essa representação serviu para demonstrar para a comunidade de Greccio, como havia ocorrido o nascimento do salvador.

Ao longo dos anos, o costume de representar presépios foi perpetuado nas principais Catedrais, Igrejas e Mosteiros do mundo europeu, desde o período medievo e no renascimento se disseminou a prática da montagem nas casas da nobreza.

Na contemporaneidade, os presépios tornaram-se bastante significativos e ganharam notoriedade para a Cultura Ocidental Cristã. Servem para expressar a materialidade e o símbolo natalino da família de Nazaré, bem como fazem memória a essa prática religiosa, cultuada anualmente no período de “espera”, intitulado de advento.

Convidamos todos para prestigiar a exposição temporária de presépios que ocorrerá no Museu Vicente Pallotti de 05 de novembro a 24 de dezembro de 2018.

“O Caminho das Descobertas”

Conforme nos escreve o Pe. Vanderlei Cargnin: “O Centro Social e Cultural Vicente Pallotti realiza ao final de cada ano, desde sua inauguração em 2010, um espetáculo para familiares, amigos, colaboradores e comunidade santamariense, com o objetivo de apresentar o trabalho desenvolvido durante todo o ano.

O Espetáculo de 2018 tem como tema “O Caminho das descobertas”  que tem a finalidade de  expressar o caminho percorrido pelos atendidos e colaboradores do projeto no ano de  2018. Caminhos estes que buscaram  direcionar para diversos lugares, novas experiências e descobertas para a trajetória da vida, trazendo oportunidades para trilhar o caminho do  bem, do amor e da fé.  

“A verdadeira viagem de descobrimento não consiste em procurar novas paisagens, e sim em ter novos olhos.” Marcel Proust.

Data: 24/11/2018; Hora: 18h30min; Onde: Auditório da FAPAS (Complexo da Pallotti); Rua: Padre Alziro Roggia, 115 – Bairro Patronato.”

Com o meu fraterno abraço e o desejo de vos encontrar na paz do Senhor, saúdo-vos em Cristo, Apóstolo do Eterno Pai.

Pe. Clesio Facco,SAC

Reitor Provincial

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