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Os museus são casas que guardam e apresentam sonhos, sentimentos, pensamentos e intuições que ganham corpo através de imagens, cores, sons e formas. Os museus são pontes, portas e janelas que ligam e desligam mundos, tempos, culturas e pessoas diferentes. SBM.
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O porquê da forma

Havia uma certeza: a marca do Museu Vicente Pallotti deveria carregar consigo a idéia de ecletismo, ou seja, de variedade e multiplicidade. Mas fazer alusão a cada categoria de peças do acervo por meio de um desenho levaria a um resultado visualmente poluído e sobrecarregado de formas. Afinal, uma boa marca precisa ser simples para que seja bem "lida" e bem interpretada.
A partir deste pensamento, a opção adotada foi a de, partindo de formas que sugerissem as iniciais do nome do Museu (MVP), criar um símbolo original, único e identificado com o universo de um museu que, todos sabemos, deve contemplar a preservação da memória cultural. O símbolo do museu pretende aliar esse valor a outro, o da beleza estética.

O porquê do uso do mosaico
Poucas coisas são tão representativas da concepção do "belo" quanto um trabalho artesanal feito com esmero. E, neste particular, o mosaico é um representante ilustre. Nele, aliada à idéia de beleza plástica, está a de objeto duradouro. Graças ao mosaico conseguimos "ler" a história da humanidade com mais clareza.
Por se tratar de uma técnica de representação sólida e durável, o mosaico presta seu importante testemunho da história.Ao sugerir a linguagem do mosaico, além de prestarmos uma homenagem a esta expressão plástica - para que pudéssemos chegar a um símbolo igualmente expressivo - pretendemos também fazer referência aos "tesouros" guardados com cuidado e zelo.

As pastilhas multicores representam a variedade das peças do museu além de ajudarem a delimitar a área do desenho que sugere a letra "M" de museu. Em outras palavras, e, de uma maneira mais poética, é como se estivéssemos, através da linguagem dos símbolos, dizendo: nossa variedade de peças, cada qual com suas diferentes procedências e peculiaridades, está bem guardada, assim como a história que ajudam a contar.

O porquê das cores
Homens como Pe. Pivetta e Zamberlan, dois religiosos de sobrenome italiano, plantaram a semente de um museu que, por sua vez homenageia um outro nome italiano, Vicente Pallotti.
As cores terrosas da marca, presentes nos mosaicos mais remotos e de cunho religioso, em contraste com o preto (cor do manto de Vicente Pallotti) são também uma homenagem a ele e seu legado.

Conclusão
Sabemos que cada observador vê os símbolos à sua maneira, de forma única e de acordo com sua bagagem pessoal de informações visuais. Mas mesmo que se veja no símbolo proposto apenas um rabisco branco e sinuoso - ao invés de letras manuscritas - separando uma área preta de outra, multicolorida, ainda estará ali algo que lembra, talvez, a silueta de um santo (ou quem sabe uma auréola?). Os quadrados irregulares podem lembrar um vitral ou a justaposição dos pedaços de uma peça rara, rudimentos resgatados em nome de uma história que os museus mantém viva  para sempre.

Criador da identidade visual (logomarca e suas aplicações): Elias Ramires Monteiro

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3ª Primavera dos Museus
O Museu Treze de Maio foi convidado a participar de mesa redonda