E agora continuando nossa série de dicas, vamos falar sobre
algo que tem dado muito retrabalho para quem trabalha com gráficas e pode mudar
muito no resultado final do seu trabalho. A reprodução das cores. Isto. A
diferença entre as cores que desejamos e as cores que estão em nossos
impressos. Então abaixo segue 10 dicas para ajudar você a não ter mais este
problema.
1 – Ajustes de cores e perfis.
Todos que trabalhamos com design já temos alguns softwares
que utilizamos para criar os trabalhos. Seja um para desenho, outro para edição
de imagens e outro para finalização. Mas é importante que todos tenham a mesma
configuração na suas cores. Se não já começaremos a ter diferença das cores
entre os próprios softwares. Existe um site chamado www.eci.org que tem os melhores perfis para
impressão. Mas você já pode ligar para sua gráfica e verificar qual o perfil de
impressão utilizado. Assim você configura certinho em seus softwares.
2 – Visualização adequada no monitor
Aquilo que se vê no monitor deve se aproxima, em valor
corimétricos, aos valoes contidos no arquivo digital sendo observado. Vamos
considerar que você faça seu trabalho em um único monitor. Isso facilita. Agora
se utiliza vários é importante observar se existe alguma diferença. Seja um
monitor CRT ou LCD, exige configuração de cores. E este processo deve ser
revisto uma vez por mês. Afinal existem muitas coisas que alteram a cor de um
monitor.
3 – Conferindo as cores
Existe um problema na conferência das cores em sua prova
final. Conhecido como metamerismo. Esse nome complicado e com definição mais
complicada ainda pelo dicionário, é a sensação de visualizarmos duas cores em
um ambiente e acharmos as cores iguais e observamos em outro ambiente e
acharmos as cores diferentes. O metamerismo é capacidade do aspectral de cores
ser igual independente do ambiente. Por isto a importância da iluminação
padronizada. A iluminação em cabines de visualização é neutra e adequada para
correta observação e aprovação de trabalhos.
4 – Visualizando as mesmas cores.
Todos sabemos que as cores são um fenômeno que depende
muitíssimo das condições de iluminação e do ambiente circunstante. Sempre
importante utilizar cabines de visualização ou um local com paredes neutras,
cores em cinza e luz indireta do sol. Lembrando de comparar as provas impressas
com o monitor para poder fazer possíveis ajustes.
5 – O efeito adjacente
O ambiente em que avaliamos as cores de um trabalho pode
influenciar no resultado final do trabalho. Porque podemos ter uma percepção
errada da cor. Isso é chamado de efeito adjacente. E justificam a importância
de termos cores neutras em áreas ao redor das mesas e locais de avaliação de
provas e impressos.
6 – Material adequado para cada trabalho
Existem vários tipos de papel. Isso muda e muito o trabalho
final. Se você utilizar um papel com maior ou menor absorção. Para obter bons resultados,
procure utilizar papéis sem bloqueadores óticos, ou seja, os papéis devem ser
levemente “amarelados”. Isso garante uma consistência entre os resultados
visualizados.
7-Padrões de tinta.
Já que falamos dos tipos de papel, agora temos que nos
preocupar com o tipo de tinta. Existem normas que controlam o resultado de sua
sobreimpressão e das cores terciárias. A norma ISO 2846-1 é aquela que define
os padrões de cor e transparência das tintas offset. Confirme com sua gráfica
se ela utiliza tintas dentro desse padrão. Também verifique se a sequencia é
CMYK ou KCMY. Outras sequências devem ser evitadas.
8 – Cores especiais
Existem muitas razões para se utilizar cores especiais em um
trabalho impresso. Para manter a cor de uma marca, preservar sua identidade ou
algum motivo especial do impresso. Também temos as tintas metálicas, assim como
os pantones. Por isso ao utilizar cores especiais certifique de configurar as
cores no seu software de criação, como seu valores lab.
9 – Utilizando CMYK
Devemos tomar cuidado para trabalharmos sempre com CMYK
quando o trabalho final for impresso. Pois se deixarmos para ser feita a
conversão de RGB para CMYK pelo próprio software poderemos perder qualidade.
10- Padronizar as terminologias.
No mercado gráfico existem muitas palavras que são do meio e
que tem um significado diferente para cada pessoa. Os termos como “sujo”,
“lavado”, “muito quente” podem ter significados diferentes para cada pessoa.
Por isso tente alinhar a comunicação entre as partes para garantir um trabalho
de qualidade e com pouca dor de cabeça.